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quinta-feira, 27 de março de 2008

Exercício 07: Entrevista em Forma de Matéria

INTERCÂMBIO VIRA MANIA BRASILEIRA

Estudantes debandam para outros países a fim de conhecer novas culturas


O Brasil é o 4° país que mais manda estudantes e pessoas à procura de trabalhos temporários para o exterior. Os destinos preferidos são o Reino Unido, Canadá e Estados Unidos. O número de intercâmbios fechou 2007 com 23% de aumento, segundo a associação que responde por mais de 90% das empresas brasileiras de educação internacional.

Jefferson Jacob, de 20 anos, natural do Rio de Janeiro e residente em Florianópolis-SC, é um exemplo do grande número de pessoas que procura conhecer outros países e, além disso, acaba optando por trabalhar para garantir o sustento em terras americanas. “Desde os meus dez anos gosto de inglês e comecei a estudar sério até os dezesseis anos quando acabei o curso. A minha vontade de ir para os EUA só crescia, até então” – disse Jefferson.

Em South Lake Tahoe, Califórnia, Jefferson morou e trabalhou durante três meses, de dezembro de 2007 a março de 2008, como técnico de esqui. Não tinha experiência no começo, mas com o treinamento que era oferecido pelo lugar, adquiriu o conhecimento com a prática, de maneira muito rápida. Em contrapartida ao prazer de realizar o trabalho, a comida foi um dos fatores mais difíceis. “Comer bem nos EUA é muito caro. Comer coisas saudáveis e nutritivas é bem mais caro do que só comer besteiras, o que lá havia em demasia” – explica.

Para compensar o problema dos altos preços das comidas saudáveis, Jefferson contou que o prazer em conhecer outros lugares e culturas diferentes o fez deixar de lado um pouco o descontentamento com a comida. Visitou cidades como São Francisco, Nova York e Miami, saciando um pouco a vontade de conhecer tais lugares de perto.

“Fui a São Francisco-CA, onde pude ir a Golden Gate Bridge, a famosa prisão de Alcatraz. Também visitei Nova York e lá visitei o Empire State Building (foto à esquerda) , vi a Estátua da Liberdade, o Rockfeller Center, o Museu de Cera de Nova York. E fui também a Miami, onde pude visitar a bonita orla de Miami Beach, e a famosa rua Ocean Drive” – relata.


Existem muitas agências especializadas para realizar o “meio-campo” entre o interessado e todas as relações diplomáticas com a embaixada até as possíveis casas onde as pessoas possam ficar. Com esse intuito, a TV Gazeta realizou uma série de reportagens sobre tema "intercâmbio". Em uma delas, além de mostrar a expectativa de alguns estudantes, o Jornal da Gazeta entrevista dois estudantes brasileiros que participam de um projeto cultural e que irão fazer intercâmbio também para os EUA. (Vídeo abaixo).



“Quem puder sair do país não deve desperdiçar a chance. A oportunidade de fazer esse intercâmbio de culturas, costumes e poder realmente poder formar opinião sobre um país é muito enriquecedor” – conclui Jacob.



- Notícias e Sites Relacionados:


Reportagem da TV Gazeta: O que saber antes de fazer um intercâmbio? (YouTube)

Reportagem da TV Gazeta: Aumento do número de intercambistas brasileiros (YouTube)

Site da ICCE - Intercâmbio Cultural e Cursos no Exterior

Site da AFS Intercultura Brasil - Lista de parceiras no Brasil para Intercâmbio

Exercício 07: Entrevista na Íntegra

Foi realizada uma entrevista com Jefferson Jacob, em 27 de março de 2008, sobre a sua experiência em ir morar em outro país. O primeiro contato foi realizado via MSN. Já a entrevista foi realizada por e-mail, composta por 11 perguntas acerca do assunto "intercâmbio". Eis a entrevista na íntegra, com o famoso ping-pong:


Marcos: De onde surgiu a idéia de ires para fora do Brasil?
Jefferson: Desde os meus 10, 11 anos gosto de inglês, e comecei a estudar inglês a serio ate os meus 16 anos quando acabei o curso. A partir daí minha vontade de ir para os EUA só cresceu.

M: Foi apenas uma viagem ou intercâmbio? Para qual país e cidade?
J: Foi uma viagem de trabalho temporário, trabalhei como técnico de esqui em South Lake Tahoe, Califórnia, EUA.

M: Quanto tempo durou a estada lá? Fosses sozinho ou com mais algumas pessoas? Se sim, conhecidas tuas?
J: Três meses. Fui sem ninguém conhecido, mas chegando lá conheci um monte de brasileiros.

M: Visitasses também outros países ou cidades próximas? Quais os pontos turísticos conhecidos mundialmente que viesses a conhecer?
J: Visitei outras cidades sim, fui a São Francisco-CA, onde pude ir a Golden Gate Bridge, a famosa prisão de Alcatraz, O museu de cera, entre outros. Fui também a Nova York, lá visitei o Empire State Building, vi a Estátua da Liberdade, o Rockfeller Center, O Museu de Cera de Nova York. E fui também a Miami, onde pude visitar a bonita orla de Miami Beach, e a famosa rua Ocean Drive.

M: O que mais pesou em ficar longe de casa?
J: A comida foi um dos principais fatores, pois comer bem nos EUA é bem caro. Comer coisas saudáveis e nutritivas é bem mais caro que só comer besteiras.

M: Sentisses alguma mudança no teu comportamento após o retorno para a tua cidade?
J: Não, não que eu tenha notado.

M: A experiência foi valida? Repetirias a mesma viagem sem pensar duas vezes?
J: A experiência foi muita válida e faria de novo sim, só que agora gostaria de conhecer outros países.

M: Pretendes ir conhecer outros países mais adiante?
J: Com certeza.

M: Tens vontade de ir morar em outro país e não apenas em visitá-lo? Se sim, qual país seria esse?
J: Moraria nos EUA, mas gostaria de ter outras experiências em outros países para poder comparar.

M: Indicas essa experiência de morar durante um tempo em outros países para outras pessoas?
J: Com certeza, principalmente quem ainda mora com os pais, pois dá uma experiência de dependência e responsabilidade bem interessantes, que fazem amadurecer bastante. Eu já estava acostumado, pois já moro sozinho há dois anos.

M: Dá um depoimento sobre a tua experiência. (Pode ser mais completo com respostas mais longas)
J: Ir aos EUA foi extremamente gratificante para mim, pois gosto muito de inglês e pude aumentar minha fluência significativamente. Poder trabalhar lá também me fez amadurecer muito também, os americanos são muito organizados, e realmente sabem elogiar um trabalho bem feito. Eles valorizam a pessoa em todos os níveis de organização do trabalho. O contato com pessoas do mundo todo foi muito interessante também. Eu tinha colegas de trabalho do Chile, do Peru, da Austrália, da África do Sul e claro, americanos. A realização de conhecer tantos lugares que você só tinha visto pela televisão é muito legal, quando você está lá parece sonho. É realmente demais.Quem puder sair do país não deve desperdiçar a chance. A oportunidade de fazer esse intercâmbio de culturas, costumes e poder realmente poder formar opinião sobre um país é muito enriquecedor.