Blog destinado às atividades da cadeira de Jornalismo Digital da Faculdade de Jornalismo da UCPel (Universidade Católica de Pelotas), sob a orientação da Profª. Raquel Recuero.
Além de ser muito caro, celular da Apple não possui tecnologia 3G
Com a chegada da tecnologia 3G ao Brasil e recentemente ao estado do Rio Grande do Sul através de todas as operadoras, o iPhone – celular fabricado pela Apple e sonho de consumo de muitos – acaba perdendo lugar no mercado de telefonia móvel por causa de suas características e tecnologias diferentes.
Macbook e iPhone são os sonhos de consumo de muitas pessoas, especialmente dos jovens, isso é inegável. Porém, o que muitos não sabem é que o segundo não possui características que um móvel convencional possui. Você sabia que o iPhone não tem toques mp3? E também que ele não traz a tecnologia 3G?
Toques polifônicos quase monofônicos e GSM. São apenas duas características que podem ser vistas na estrutura do móvel da Apple, sem contar ainda na média de preço que ele é vendido no Brasil: R$1.400 reais. Ou seja, um celular caro, com boas tecnologias é claro, como a função de touch, amplo espaço de armazenamento e outras facilidades, mas que em compensação perde até para um mp6 da Foston.
Com R$1.400 reais é fácil comprar um bom celular e você ainda economiza bastante dinheiro para as férias de inverno com a família. Existem bons celulares já com a tecnologia 3G e com muitas ferramentas novas nas operadoras locais. Um bom exemplo disso é o Nokia 6120 que possui tecnologia 3G, câmera, rádio, acesso a internet e só perde em tamanho, mas isso você pode aumentar com um cartão de memória de até 24 gigabytes.
Pense bem: R$1.400 reais podem salvar a sua comunicação e de quebra podem lhe aliviar muito o stress do dia-a-dia, pois tirar férias com a família e com todas as funcionalidades na palma da sua mão, lhe custando nem R$500 reais; isso realmente não tem preço.
Com o avanço dos espaços para o uso da linguagem web jornalística e da crescente vertente da Web 2.0, uma nova forma de jornalismo surge como possível resposta ou modelo de uma atividade colaborativa, partindo dos antes então receptores, o Jornalismo Open Source, de "código aberto", mais conhecido por jornalismo participatório ou jornalismo cidadão.
A partir da idéia de construção de novos espaços para divulgação de novas informações, o Jornalismo Open Source avançou esses espaços através das informações divulgadas pelas participantes do veículo colaborativo como um novo meio informativo, interpretativo e, sobretudo, opinativo.
Entende-se as relações de novas informações, mas cabe compreender: o jornalismo participatório é uma nova forma de jornalismo? Será que tal forma apresenta a tão buscada credibilidade perseguida pelos jornalistas de canudo? Ou será ainda apenas um novo veículo resultante da nova linguagem participativa da Web 2.0?
O jornalismo participatório apresenta características distintas de um jornal digital ou de uma web revista já calcada no ciberespaço. Com a idéia da aplicação desse tipo de veículo, percebe-se que tal ferramenta apresenta um espaço mais crítico para a participação e posicionamento dos usuários que dele fazem parte.
Também pode-se perceber a dominância de usuários não-profissionais da área comunicativa, que por conseqüência, acabam por mexer com o poder midiático, ou seja, com o monopólio de mídia – às vezes aparecem como oposição ou uma nova ferramenta imediata e interativa.
O Open Source ainda apresenta a possibilidade de uma maior discussão entre os usuários desses espaços colaboratórios, causando uma maior polêmica de até quando a informação pode ser verdadeira – ai entra mais uma vez a questão da credibilidade – e, especialmente, quando há a troca de idéias resultantes (tese, antítese e uma nova tese) do conflito gerado pelas informações ali divulgadas.
OS EXEMPLOS
Há vários exemplos de jornalismo participatório no ciberespaço. Entre eles pode-se citar o Slashdot, Oh My News e o Menéame como ferramentas dessa nova ferramenta jornalística. Os três veículos são gratuitos e funcionam como uma escrita coletiva na Web, sendo os dois primeiros contendo textos em inglês e o terceiro em espanhol.
Por sua vez, ambos distingue-se em alguns pontos. O Slashdot pode ser visto como o mais interativo, pois os outros usuários podem qualificar as matérias/informações/artigos ali divulgados por notas, caracterizando créditos positivas ou negativos ao autor do texto.
Já o Oh My News apresenta os mesmos critérios de jornalismo cidadão, porém há um editor que recebe os textos que os usuários enviam e, além de fazer parte do próprio veículo, os melhores textos (os textos escolhidos) são publicados em uma revista coreana.
Em contrapartida aos exemplos em inglês aparece o Menéame com o mesmo propósito, mas com uma linguagem diferente e uma interface mais atrativa ao usuário, apresentando links estruturais bem organizados e “nuvem de tags” como mais uma opção de seleção pelo usuário participante ou apenas visitante de tal forma de jornalismo.
A TEORIA
Na Internet tem-se que o Open Source é realmente uma nova forma de jornalismo, confundido-se um pouco com a linguagem usada em blogs e em outros meios interativos do qual a web abriga. Porém, para alguns especialistas e teóricos do assunto, esses tipos de veículos não credenciam-se ser uma ferramenta jornalística.
Segundo a jornalista e pesquisadora Ana Bambrilla, em seu blog Libellus, esse tipo de veículo não pode credenciar-se a ser uma ferramenta (software) informativa, segue o trecho de sua dissertação de mestrado defendida em 2006:
” (…) Outro aspecto que diferencia substancialmente o jornalismo da engenharia de software é o caráter beta no qual um programa de computador pode amparar-se na justificativa de que ainda não está completamente pronto ou possui erros aceitáveis. Uma notícia, porém, jamais será beta. Uma vez publicada, a notícia ganha reconhecimento público e influencia no curso da sociedade, muitas vezes, de modo irreversível. Isso significa: ainda que os erros na notícia em jornalismo open source sejam como os bugs no que toca à fácil correção, a justificativa de um erro não é tão facilmente aceita na notícia como no software” - disse Bambrilla.
Cabe agora compreender que esse tipo de veículo não é um tipo de jornalismo, eles tornam-se ferramentas participativas do ciberespaço, visto que se uma informação aconteceu ela deverá ser bem divulgada e escrita – já que muitas notícias possuem erros ortográficos e lingüísticos – nesses veículos. A velha arma do jornalista do canudo ainda, agora, está mais reforçada do que nunca antes: a credibilidade na divulgação de suas informações.
Tendo ciência de que ainda não exista uma teoria definida para o jornalismo On-line e utilizando a Teoria das Forças do jornalismo convencional propostas por Jorge Pedro Souza, pode-se dizer que todas elas enquadram-se de alguma maneira no formato de jornalismo digital. Entre elas, seleciono a Força Ideológica (F.I.) para explicitar um exemplo encontrado no ciberespaço.
Cabe entender que a Força Ideológica é aquela que trabalha com as idéias de um determinado sistema, ou seja, algum fato que não seja normal ou convencional de acordo com as forças ideológicas atuantes na sociedade.
No ciberespaço pode-se citar o exemplo ocorrido no portal Com Ciência que lança as linhas de pesquisas de seus cientistas na web a partir de matérias e artigos. Neste exemplo, cita também a relação com a mídia, além de citar a Igreja como o poder dominante (ideológico) vigente. Conforme a seguinte citação de Albuquerque percebe-se o teor da força contrária a força ideológica dominante:
"Quando são citados os grupos religiosos e toda a polêmica sobre células-tronco, só é ouvida a igreja católica, que é contra. A única contra, diga-se de passagem. A Rede Globo é campeã nisso, nunca fala sobre o assunto, quando fala coloca um padre para dizer que é contra. Os judeus são a favor e nunca são ouvidos, assim como os umbandistas, espíritas, presbiterianos, budistas etc." - diz Albuquerque.
Com isso, entende-se que a Força Ideológica proposta por Souza explicita-se no exemplo citado, quando o meio de comunicação ou a própria igreja (força ideológica dominante) defende o ponto de vista dominante a partir do embate das versões defendidas pelo cientistas (células tronco) confrontadas com a força ideológica (F.I.).
Zapatero ganha mais uma vez e garante mais quatro anos
O processo eleitoral espanhol chegou ao fim com mais uma vitória dos socialistas. José Luis Rodríguez Zapatero, do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), foi reeleito com 43,65% dos votos diante do Partido Popular. Com a reeleição de Zapatero, o novo mandato também ganhará apoio de mais cinco cadeiras na Câmera, saindo dos 164 para 169 das 350 cadeiras da Câmara.
Este será o segundo mandato de Zapatero. O primeiro mandato se iniciou em 14 de março de 2004 chegando ao segundo em 11 de março deste mês. De suas principais ações como presidente da Espanha, Zapatero teve forte participação na retirada das tropas espanholas do Iraque (grupo ETA), o envio de tropas ao Afeganistão na tentativa da “Aliança de Civilizações” e a legalização do matrimônio entre homossexuais.
Dos 35 milhões de eleitores espanhóis, 75% compareceram às urnas garantindo Zapatero em mais um mandato presidencial. Um outro fato marcante desta eleição foi o crescimento do Partido Popular (PP) em relação aos processos eleitorais passados. Segundo os cientistas políticos, a crescente do PP se deu devido ao maior número de parlamentares eleitos, cinco, de 148 para 153.
Uma das propagandas de Zapatero na campanha de 2008 está disponível no Youtube. Ela tem um pouco mais de um minuto de duração e pode ser encontrada com o nome "Con Z de Zapatero"ou ser assistida também aqui no blog, no vídeo abaixo.
Interpretativa:
ZAPATERO É REELEITO NA ESPANHA
Socialista ganha com 43,65% dos votos e garante reeleição
As eleições espanholas chegaram ao fim e com mais uma vitória dos socialistas. O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) encabeçado por José Luis Rodríguez Zapatero foi reeleito com 43,65% dos votos diante do Partido Popular. Com a reeleição de Zapatero, o novo mandato também ganhará apoio de mais cinco cadeiras na Câmera, saindo dos 164 para 169 das 350 cadeiras da Câmara.
Este será o segundo mandato de Zapatero que dará continuidade as antigas propostas da eleição de 2004 e garantirá novas medidas ao país. De imediato, Zapatero disse que fará contato com os sindicatos e empresários para garantir melhores condições sociais para os trabalhadores que estão perdendo empregos no setor da construção. O presidente ainda ressaltou da necessidade extrema de melhoras no setor imobiliário para evitar a perda de grandes cifras e a demissão de até um milhão de pessoas.
Dos 35 milhões de eleitores espanhóis, 75% compareceram às urnas - 26 milhões e 250 mil eleitores - garantindo Zapatero em mais um mandato presidencial. O primeiro mandato de Zapatero se iniciou em 14 de março de 2004 chegando ao segundo em 11 de março deste mês. De suas principais ações como presidente da Espanha, Zapatero teve forte participação na retirada das tropas espanholas do Iraque (grupo ETA), o envio de tropas ao Afeganistão na tentativa da “Aliança de Civilizações” e a legalização do matrimônio entre homossexuais.
Um outro fato marcante desta eleição foi o crescimento do Partido Popular (PP) em relação aos processos eleitorais passados. Segundo os cientistas políticos, a crescente do PP se deu devido ao maior número de parlamentares eleitos, cinco, de 148 para 153.
Opinativa:
E O SOCIALISMO CONTINUARÁ NA ESPANHA
Zapatero, do PSOE, vence e Espanha continua socialista
Mais uma eleição e José Luis Rodríguez Zapatero, do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) garantiu com 43,65% dos votos a presidência da Espanha por mais quatro anos. De quebra, ainda terá o apoio de mais cinco cadeiras na Câmera, pulando das atuais 164 para 169 das 350 cadeiras. A hegemonia socialista continuará dominando.
Zapatero dará continuidade as antigas propostas da eleição de 2004 e garantirá novas medidas ao país. De imediato, o presidente disse que fará contato com os sindicatos e empresários para garantir melhores condições sociais para os trabalhadores que estão perdendo empregos no setor da construção. Certamente uma das medidas para ganhar não só prestígio, mas recuperar a moral de sua figura presidencial um pouco desgastada pela campanha presidencial deste ano.
O presidente ainda ressaltou a necessidade extrema de melhoras no setor imobiliário para evitar a perda de grandes cifras e também a demissão de até um milhão de pessoas envolvidas no setor. Grande parte dessas pessoas, decerto, fazem parte dos 75% dos espanhóis que compareceram às urnas garantindo Zapatero em mais quatro anos de presidência. Grupos de interesse, interesse dos trabalhores e interesse do presidente. Correto se fosse apenas pela parte do povo que goza do direito do voto para eleger políticos coerentes que lhes proporcionem melhores condições e que, ao menos, desviem menores quantias do dinheiro público.
E mais, nesta eleição de 2008, a campanha eleitoral não ficará apenas marcada como mais uma vitória e reeleição do socialismo. Será também lembrada pelo assassinato, na sexta-feira, dia 7, do ex-político socialista Isaías Carrasco, de 42 anos, no país basco. As autoridades de segurança do país determinaram estado de alerta máximo contra os atos terroristas no país, inclusive temendo atentados da organização separatista ETA.
Seção Humor:
O Zapatero parece o Mr. Bean! Duvidou?
Assista ao vídeo abaixo:
Ele até pode ser um "liberal audacioso" como diz a imprensa internacional, mas que ele parece o Mr. Bean, ele parece. Disso eu não tenho dúvidas!